sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Se fosse só sentir saudades!

"Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais" - Renato Russo.

Hoje eu senti saudade, lembrei de um passado, bebi demais? Talvez, mas acho que não. Só tive um litro de cerveja na frente e tempo demais pra pensar. Passei os últimos 7 anos, talvez 25, talvez só 16. Vai saber!
Mas o importante foi que pensei, pensei e pensei. Cheguei a conclusão que meu mal é sono. Fui dormir!

domingo, 26 de julho de 2015

O conto do contador de histórias

Um dia encontrei este velho senhor. Ele estava sentado na calçada, muito cabisbaixo, ninguém reparava. Sentei-me ao seu lado, perguntei o que ocorria, ao que ele respondeu que haviam lhe roubado. Muito preocupado, olhei para os lados, não vi sinal de policial, de familiar, não tinha sinal de que ele havia resistido, nem mesmo de que ele havia reclamado a ninguém.
Perguntei-lhe preocupado se estava tudo bem, ele já um pouco irritado respondeu que haviam lhe roubado. Roubaram daquele velho senhor o banco, seu púlpito de orador. Ele começou aos poucos se acalmar, vendo que eu não levantava para ir embora, nem o deixava sozinho.
Contou-me então, que há muito tempo atrás, no alto do verão, quando ainda era um jovem rapaz gostava de ler histórias e livros, uma vez que seu pai era capataz na fazenda do já falecido Thomáz. Ele lia muitos livros, pois seu pai queria um filho doutor e fazia de tudo para possibilitar que seu filho não sofresse com trabalhos pesados. Então, o jovem rapaz estudou, com ardor, para realizar o sonho do seu pai. Quando terminou a faculdade, tratando dos cidadãos da cidade onde nasceu, descobriu que como doutor não evitaria que seus entes queridos morressem, procurou então um jeito de eternizá-los.
Um dia ao sair do consultório viu crianças brincando próximos ao banco da praça central, era um pequeno vilarejo, por isso todos o conheciam. Ele sentou no banco da praça e ali ficou, assistindo as crianças brincarem. Sentou-se ao seu lado uma senhora que lhe contou uma história, sobre seus entes queridos, e como eles haviam partido. O jovem rapaz só então reparou, aí estava o modo de eternizar aqueles que ele sempre amou. Nascia aí um jovem amante de histórias e um grande contador. Todos os dias ele dirigia-se ao banco, e quando alguém se sentava ao seu lado, ele começava a contar histórias, as vezes enrolava com alguma coisa nova, mas sempre eram as mesmas histórias.
Hoje a cidade havia crescido, ele havia amadurecido e seu banco se foi. Quando ele terminou o conto, percebi, ele envelheceu junto com seu banco, amadureceu junto com sua cidade, mas ainda não acostumara-se a perder as coisas, e ao ver que seu banco não estava ali entristeceu-se e sentou na calçada. Mas quando alguém parou e para ouvir lhe contar a sua última história, decidiu que era hora de partir. Não me disse pra onde iria, mas sei que a muitos ele alegrou com suas fabulosas histórias. Assim, fico me perguntando pra onde irá aquele contador?
Boa noite, pessoal, uma ótima noite de domingo, que vocês fiquem felizes e tenham uma ótima semana. Leiam livros, eles te deixam ricos mesmo sem um centavo no bolso.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A falta d'água à beira do absurdo.

Dia 24/07/2015, ainda estamos sem água, dizem que é porque o nível dos rios subiu demais, mas uma empresa que abastece toda uma região metropolitana, deveria fazer um plano de contingência, uma vez que não é só chegar, pedir registro e estabelecer. há uma licitação para prestação desse serviço. O que o prefeito faz? Não vejo atitude nenhuma por parte dele. É inadmissível não termos água para banho, para o vaso sanitário, estava esperando que a chuva enchesse baldes, para utilizar na limpeza do vaso. é o 5 dia sem água. Uma vergonha, um descaso beirando o absurdo.
O prazo para o retorno: dia 23/07/2015, entre as 23 e a meia noite, porém até o presente momento, nada. Eles estão brincando conosco.
O que aconteceu? Como começou?
Uma semana de chuvas compreendendo o período entre 13/07/2015 e 20/07/2015, em todo o estado do Rio Grande do Sul, parecia que não pararia mais de chover, as pessoas estavam desanimadas, muitos bairros de vários municípios ficaram abaixo d'água, e a culpa é de quem? Em parte da população mesmo, em parte do governo, onde se vive próximo aos rios, é necessária a construção de diques, fortes, altos, para evitar que uma cheia alague a região, mas os moradores e os governos não buscam se entender, não buscam parcerias. Mas isso até é admissível, a população não investir, mas e quando uma EMPRESA, explora um bem de uso comum do povo? Ela deveria investir, no caso, não investiu, agora quem sofre é a população de uma região metropolitana, uma enorme região, que está sem água, com abastecimento de caminhões pipa, EM ALGUNS BAIRROS, não sei como fizeram a divisão, mas aqui no meu esse caminhão não passa, pois ninguém o vê.
É a ruína da sociedade, um prefeito com tamanho descaso, o descumprimento do contrato de licitação é estarrecedor. Estou vendo, quero ver se na próxima conta d'água virá ABATIDO OS DIVERSOS DIAS QUE NÃO TEMOS ÁGUA, se a conta virá negativa, pois eu não concordo em pagar por serviços que nao são essenciais quando não prestados, imagina pagar serviços que são necessários para nossa vida. Água e Luz são responsabilidade do governo e das empresas fornecedoras de tais bens, então preparem-se. Entraremos em contato com vocês para normalização dos serviços e com uma ação indenizatória, pois dessa forma não podemos ficar.

sábado, 20 de junho de 2015

Algumas ponderações importantes sobre notícias (Fatos) que eu li ao longo da semana

  1) - Redução da maioridade penal: - Tenho dois pontos de vista controversos sobre esta notícia que vem sendo discutida há muito tempo.
        a) Culturalmente, nós vivemos em um Estado, em que o jovem tem livre acesso ao comércio de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. O jovem recebe incentivos dos pais para pornografia de menores, as meninas tiram fotos e enviam o tempo todo, fazem vídeos com seus namorados, aliás, temos acesso e sabemos de onde vêm os bebês com mais facilidade do que fazemos os bebês. Não temos controle algum, sobre qualquer um destes fatores. Jovens cometem crimes e seguem sem pagar aquele cometido a todo momento. Não tem a ver com encher cadeia, ou não, punir ou não, se houver a redução, temos necessidade de educar, estudar novos meios, que não a reclusão, visto que já sabemos a "duras penas", nunca deu certo.
           b) Se mantivermos o sistema penal, porco, coisa de vagabundo que só quer encarcerar, não adianta reduzir a idade penal, pois a civil não irá mudar, pelo menos minha compreensão não permite ir muito além. Ou seja, não vai permitir que o jovem contrate, não vai permitir que o jovem tire a carteira nacional de habilitação. A ideia da lei, pelo que andei lendo sobre, só vai permitir que ele receba penas mais severas para pagar por seus delitos.
Não basta criar o mecanismo, tem que criar políticas que reduzam o uso do mecanismo criado. Mudar a cultura pode levar séculos, e talvez nem assim se assegure que seja efetivo. Reduzir não é a questão, educar sim.

          2) - Mercantilismo religioso: Todos sabem que ele existe, hoje há mais comércio para Jesus do que na antiga Jerusalém. Vende-se prosperidade, vende-se perfume com cheiro de Jesus, nome de Jesus. Guaraná com o nome de Jesus. E todos acham isso normal, até mesmo moral. Jesus era contra isto. Parem, tá feio! Tá ridículo. Estudem a bíblia em casa, peguem qualquer evangelho pra ver que o templo não é a igreja que vende a paz mundial. Preguem o respeito, a solidariedade, façam o sopão para os necessitados, e digo isso, dirigindo o sopão aos moradores de rua. E não ao charlatão que idolatra um ídolo de metal, o carrão do ano que ele adquiriu a duras penas dos fanáticos que o seguem.

         3) - O vale-refeição dos magistrados, o aumento retroativo que se permitiram aprovar aqui no Rio Grande do Sul, sob pretexto de que no resto do país já houve equiparação... Onde já se viu, um estado não ter dinheiro para poder pagar aos servidores do Estado, mas justo aos magistrados (Que podem fazer BACEN), surge dinheiro. Não, tá feio aqui também. Idolatrar magistrados não é o caminho. Se eles querem, eles pegam? Apropriação indevida é crime hein seu magistrado, vamos entrar na fila lá, o que foi verba alimentar retroativa, não se recebe primeiro não. O estado tem uma lista de precatórios retroativos à pagar. Aguardem seu lugar na fila. É o único apoio aos serventuários do Estado que posso dar, mandar os juízes aguardar.

        4) - A incitação à violência gratuita, seja de pastor, seja de repórter. Ambos se escondem na liberdade religiosa, e na liberdade de expressão. Falem o que quiserem, profetizem como quiserem. Caguem pela boca todos vocês, mas não se ocultem, não se escondam. Liberdade não é poder fazer o que quiser sem precisar responder pelo que fez, e sim ao contrário. Você fala o que quer, mas pode ouvir, ou ter de fazer o que não espera, não deseja e não quer. Vai ter processo, vai ter instrução e vai ter sentença. Aguardemos. Por fim... Um assunto que poderia ofender a OIT e a ONU.

       5) - O preso pagar a estadia na cadeia. Excelente essa medida: Parabéns Holanda!!! Mas no Brasil isso não funcionaria. O País é tão retrogrado que acabaremos tendo advogados dizendo que isso é exploração de vulnerável. Imagine só, o sujeito ter de trabalhar, receber salário e ter de pagar, isso seria pagar duas vezes. O caramba. É pagar uma vez só, já que hoje eu pago duas vezes por ele ter cometido crimes. Uma por ser vítima, e outra porque tenho que manter o sujeito na cadeia e os filhos na sociedade. Sim, marginalizamos os presidiários, mas isso porque eles passam o dia batendo papo dentro da prisão tentando sobreviver ao ataque dos colegas de cela. Mas se estivessem nas ruas trabalhando, estaríamos muito mais tranquilos. Quantos carros a susepe tem? Poderiam levar eles para locais de trabalho e eles trabalhariam e pagariam sua pena, sua estadia, e teríamos cadeias mais vazias. Porque quem está preso ia achar ruim ter de trabalhar e não pegar o dinheiro do serviço prestado. Mas não haveria violência, pois eles entenderiam que iriam trabalhar de qualquer maneira.

      Como eu disse, minhas opiniões e assim sendo, ninguém é obrigado a compartilhar delas comigo, podem ser apenas devaneios de um maluco, mas acho que é no mínimo interessante observar tais ressalvas. Assim não ficam dúvidas que a proibição não é um caminho legal.

       O melhor de tudo é fazer o que quiser e pagar como puder. E "o preço que se paga as vezes é alto demais."

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ansiedade e meus transtornos. Nada pessoal, é só contra mim mesmo.

Não consigo descrever o aperto que estou sentindo. Não gosto de falar de mim, então vou contar a história como se fosse outra pessoa. Mas não contarei minha história como se fosse outrém, falarei da história de outrém, como se fosse a minha.

Te perdeu no início, mas vai ficar mais confuso, eu prometo!

Desista, não adianta você querer ler... Não é sobre mim.

O dia hoje foi estranho, o tempo todo foi em missão, era diligências e audiências, e atendimento às pessoas, e tudo certo, até que chegou o fim do dia, e eu vim pra casa ansioso pensando em tudo que aconteceu.

No SAJUG, o único atendimento foi também um reencontro, foi estranho, mas o mais triste é pensar que a pessoa não teve a melhor infância, pelo visto quando chegou à fase da adolescência aproveitou da forma como eu não fiz. Enfim, 3 filhos e aí o Eduardo aqui pensa, poxa, será que eu sou bobo demais? Se bobiar eu e mais um ex-colega não tivemos filhos ainda, do resto, todos já tiveram. Fico triste em saber que vai ser difícil pros filhos dos meus amigos antigos também.

De tarde brigas, discussões, nada útil, tudo fútil, não dá mais é uma frase que eu ouço muito, de duas mentes inquietas, isto é muito mais inquietante na minha, sou ansioso, ninguém entende o que é ansiedade, precisava do meu violão, mas eu fui emprestar pro meu cunhado. Estou ansioso, preciso escrever, mas não tenho o que dizer, já falei o que tinha pra dizer.

Estou me sentindo mal, nem mesmo tem porque, é só ansiedade, enfim, nessas horas me faltam companhia, uma boa conversa supriria toda a falta de outras coisas que eu tenho. Mas não quero conversar pela web, assim é fácil arrumar cia, no chat do terra eu consigo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Texto pro vô

Vida passageiraSó me resta estar aqui. Os anos se passam. E vejo o quanto aprendi.

Hoje é um triste dia, ouvindo a música Radinho, e pensando, pensando na vida, e em tudo aquilo que eu pude desfrutar até o momento. Perdi-me nos pensamentos, em algum lugar fiquei perdido. Não conseguia encontrar onde me perdi, passei o dia imerso. Estou triste agora, estive triste o dia todo. Não consigo comer, não sei como reagir.
To rondando a tristeza que me toma, para não demonstrar ainda, sei que deveria estar remoendo, chorando, morrendo, meu avô morreu, mas o que vou fazer, meu pai é velho, imagine o meu avô. O amei sempre à distância, mesmo que ele pouco lembrasse de mim. Teve uma época que eu ia na igreja só pra ver ele lá, bem, louvando à sua crença, como era bom ver meu velhinho lá, feliz e faceiro. Ele ficou velhinho demais, e todos os filhos deixando-o ficar em casa, será que não sabem o que isso causa?
Mas o velhinho continuava ali, bem, fazendo as suas coisas da sua maneira. Não importava o que lhe dissessem, era teimoso, já passava dos 90, então, ele fazia. Assim aconteceu tudo que aconteceu com nosso velhinho, meu avô, pai de meu pai:


Na quinta-feira, dia 19 de março de 2015, meu avô sofreu uma queda, causando uma fratura no fêmur. Ao verificarem as possibilidades de internação, foi informado aos familiares que em alguns hospitais não estavam com disponibilidade para traumato, razão pela qual se optou pelo Hospital de Misericórdia de Viamão, que é mantido pelo Instituto de Cardiologia de Porto Alegre.
Até então tudo okay com a saúde do meu avô. O médico fez os exames necessários para conduzir à cirurgia, e quando foi requerer a autorização ao IPÊ, preencheu a documentação de forma errada. Retornou-se ao hospital para a correção da documentação, voltou-se ao IPÊ e foi concedida a autorização para o procedimento cirúrgico. Quando, com a explicação de que era um procedimento de risco, o médico resolveu alterar o procedimento, cancelando a cirurgia do meu avô. Atente que meu avô é atendido por convênio. Mas então, a família já com a esperança de realizar a cirurgia e retirar o vô de lá, aceitou a informação.
Primeiro, momento superado, meu avô permaneceu hospitalizado, sem poder realizar qualquer movimento, devido à fratura, com parentes cuidando-o, ajudando nos procedimentos necessários, com visitas de enfermeiros apenas em momentos que solicitados, o que é esperado do SUS e não de um convênio. Ocorre que durante sua estada no hospital, o vô foi acometido de uma infecção, de origem estranha, pois até o momento nada havia sido constatado. Ou seja, por irresponsabilidade da equipe médica, meu avô que foi hospitalizado contraiu uma infecção que o debilitou, além desta infecção, ele ainda contraiui uma pneumonia, provavelmente por um resfriado não bem curado, mas que não se manifestava claramente. Ocorre que por esses problemas e a falta de movimentação, surgiu água no pulmão do vô, e com problemas respiratórios teve de ser entubado. Nesta manhã do dia 29 de março, meu avô permanecia em observação com equipamentos auxiliando a respiração, quando um médico inventa de dizer que ele não tinha muitas esperanças. Colocou a família já em luto, pois todos desacreditaram em uma recuperação. Assim, fui tentar ver o vô ainda em vida, porém ao chegar ao hospital meu tio saía da visita, informando que houve uma melhora significativa e tinham retirado parte do aparelho.
O médico sumiu depois da troca de procedimento, não se conseguiu mais falar com ele. Portanto, ao terminar de receber as notícias do meu tio que é leigo, e nada entende de medicina, procurei o balcão, onde fui informado de que o médico havia sido chamado com urgência para atender uma paciente que chegou com uma parada cardio-respiratória, e só sairia do atendimento mais tarde. Dei uma passada em outra recepção e disseram que o médico tinha dedicação exclusiva para os pacientes lá na emergência. Assim, não me parece esclarecido como o médico some no expediente enquanto pacientes sofrem e os enfermeiros passam informações desencontradas. A notícia é animadora, agora às 20:30 meu primo esteve com meu avô, e disse que ele teve uma melhora, amanhã pela manhã vão suspender os medicamentos cedativos, e irão tentar remover o oxigênio para ver como está a respiração dele. Esperamos a melhora e o retorno para o quarto, o seguimento com o tratamento da infecção e então a cirurgia para resolver o problema da fratura. Meu avô vai sair dessa com certeza.



E hoje só posso dizer: Vô, tu fostes o guerreiro que foi à Itália e voltou, não importa o que me digam, eu nunca vou deixar de me orgulhar. Tu criou 11 filhos, cada um tirou algo do senhor, seja característica boa, ou ruim, nenhum deles deixou nunca de batalhar por suas famílias. Então prometo que tudo que observei de bom em você pra sempre irei levar, aquilo que não foi bom, também irei lembrar, mas procurarei me inspirar sempre no que há de bom em você.

Te amo! Parta agora, vá em paz! Se for com anjos, seja feliz, aproveite o que existir de bom por lá! Se for com a vó Blanca, você vai poder continuar a amá-la, pois acho que era isso que o senhor estava à esperar.
Beijo do seu Neto: Eduardo Rodrigues.

domingo, 5 de abril de 2015

Bukowski e eu na mesa do bar!

Então você passa o domingo inteiro pensativo, nada passa, já não passa nada. Então você percebe o quanto seus amigos tornaram-se reclamões. Percebe ainda mais, tu era um reclamão, chato pra caramba. Então me sinto um Bukowski, porque pelo menos eu era um chato interessante, como ele.
Bebia, não saia  pra festas, não tinha muitos amigos, sentava na mesa do bar e conversava com alguém que nem conhecia, mas não fazia reclamações desses conhecidos do bar, não tinha amigos de quem reclamar. Reclamava de amores não correspondidos, mas fazia isso de maneira sóbria, sempre comedido. Nada de explicitar demais. Então agora vejo meus poucos amigos irem para internet publicar: "Não dá pra confiar em ninguém", sinceramente, obrigado por me incluir neste ninguém, só assim, já sei que não devo me propor a te ajudar. Mesmo assim vai o autor do texto comentar, olha se te faz mal larga de mão, senão, ignora e bola pra frente. Chamo no privado, converso um pouco porque estou preocupado, mas no fim da conversa sou chamado de tarado, e isso me deixa frustrado. Fui carente sim, mas isso há algum tempo atrás, atualmente não sou mais. Então foda-se, quer pensar o que quiser, o problema não é meu, afaste-se de mim, assim acaba e deu.